Tá certo que a isso foi há duas semanas, mas lá vai...
Tenho mais coisas ainda para postar!
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Sei que acabamos de passar por uma Páscoa, e sei também que para a sociedade cristã, Páscoa significa “renascimento”, o que não quer dizer que eu seja um fanático religioso, pois o que eu resolvi celebrar aqui é o renascimento de um escritor que nunca foi de fato um escritor, isto é, talvez eu seja uma espécie de Tristan Shandy, aquele cavaleiro medieval criado pelo escritor Lawrence Stern (século XVIII) que sequer chega a nascer no livro que leva o seu nome.
Até pensei em ter um blog há uns três anos atrás, mas essa idéia eu nunca levei muito a sério já que sempre achei um saco esse tipo de exposição na web.
Bem, a verdade é que uma das melhores coisas da vida é ficar em casa deitado na cama, assistindo tevê e consumindo tranqueiras. Digo isso porque, embora eu seja um cara relativamente jovem, não tenho me sentido nenhum pouco afim de sair de casa e fazer alguma coisa legal num dia de sol. O esqueite está guardado no fundo do meu coração, em um espacinho cativo do meu tempo de vida, já que em 10 anos muita coisa mudou, e se pudesse voltar no tempo muita coisa eu mudaria também, justamente para evitar os inúmeros perrengues que têm tirado o meu sono nessa última década. Certamente eu não seria tão mal-humorado, gordo, falaria melhor o inglês e não faria tanta merda também. Por outro lado, eu acabaria por afastar muitas pessoas que amo e que hoje ocupam toda a minha porção do coração que era ocupada por outras pessoas e hábitos.
De fato, não me adianta querer ir de encontro à natureza, pois se meus problemas de hoje morressem antes de existirem, com certeza outros viriam justamente como uma forma de provação.
Bem, agora quanto ao meu feriado, até que foi tudo bem... isso tirando o que foi a sexta-feira depois do almoço.Tudo bem que até consegui pôr ordem em algumas coisinhas aqui, mas tive a impressão de que a gravidade se multiplicou por três já que tudo ficou muito mais pesado tão logo eu acabei de assistir uma versão italiana d’A Paixão de Cristo na tevê (só assisti mesmo por causa da trilha sonora que era de Ennio Morricone), e o mais engraçado é que eu conseguia me lembrar de boa parte das falas do filme.
A propósito, o que eu mais adoro em feriados religiosos é que só assim posso assistir filmes bíblicos (!!!) sem me sentir um mané, pois junto com os de terror, máfia, kung-fu e faroeste, os religiosos figuram entre os meus preferidos! Mas é que claro que existem exceções, pois eu não agüentaria 10 minutos sequer vendo o filme do Padre Mané na Globo.
A propósito, eu ADORO essa frase do Leonard Cohen:
“Jesus was a sailor when he walked upon the water and he spent a long time watching from his lonely wooden tower…” (Suzanne, 1969)
Quanto ao meu sábado de aleluia, eu não fui malhar o Judas, o que aliás, eu acho uma idiotice sem tamanho, o tipo de coisa pra quem não tem o que fazer, já que eu sou muito mais ver os otários se quebrando no programa do João Gordo! Logo, aproveitei para me sentir mais útil e fazer as “cestinhas” de páscoa pr’as minhas afilhadas! Até que foi bem divertido, já que eu peguei vários copos plásticos que minha mãe tinha decorado com decalques que crianças adoram e os preenchi com três tipos diferentes de jujuba e mais um monte de balas-de-banana.
Rolou que domingo eu tive de adiar a entrega dos presentes. Tudo bem! Segunda-feira é um dia mais sossegado pra fazer isso, pois como as crianças já ganharam tudo quanto foi chocolate de toda a parentada, verdade é que elas não vêm tanto defeito e valorizam bem mais a visita.
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De resto, no domingão rolou uma parada muito bizarra, isso, para não chamar de tragicômica:
Eu estava a pé, a uns 15 metros do viaduto Capanema, acertando as horas no meu celular enquanto um maloqueiro me vigiava lá de cima. Dali a pouco, quando eu passava por debaixo da ponte, o elemento chegou, montado numa bicicleta do tipo mountain bike genérica (provavelmente roubada), e começou a me intimar:
_ Ae boy !
_ Qual foi ?!
_ ‘Cê luta chuteboxe?!
_ Eu não?!
_ Por quê não?!
_ Sou de paz e não tenho grana pra pagar academia!
_ Por que tirou o boné quando me viu?!
_ Por educação!
_ ‘Cê tem um celular ae, né?!
_ Tenho sim! Por quê?!
Nisso ele me aponta um pedaço de cano enferrujado que estava escondido debaixo da manga da blusa (na certa cerrou de alguma cadeira tubular velha), e veio berrando:
_ Eu moro na favela, sou HIV positivo, fumo crack, curto rap, etc etc etc (...) Vai passando o celular ae antes que eu te meta um tiro no peito!!!
E eu, me segurando pra não cair na gargalhada, tirei do bolso meu aparelho Motorola “genérico”, feito de plástico reciclado, e disse:
_ Quer?! Pode levar! Só não esquece de dar recarga de 30 pila por mês! Ah é, tenho que te lembrar que ele tá sem crédito também!
Naquele mesmo instante, o sujeito não sabia onde enfiar a cara.
_ Sai fora ô!!!! Eu não quero essa bicheira ae! Pensei que fosse um do modelo *** com câmera digital, mp3 e o c***lho!
_ O que você podia esperar de um cara que sai de casa sem um pila no bolso, num domingo de chuva e frio, com ônibus a R$1,00, a pé?! Se liga, né!!!!
_ Foi mal ae! Segue em paz! Feliz páscoa, e quando der vai lá em casa trocar uma idéia! ( *e eu nem sabia onde era a casa dele* heheheh)
_ Falou! Fica na paz também e vê se não se não vai entrar em roubada! Boa sorte!
PQP !!!! Na verdade, o que eu senti mesmo foi pena do elemento!
Lembrei que graças a um descuidado e irresponsável esquema de propaganda que o governo daqui promoveu nos últimos 15 anos para atrair turistas à “Capital Ecológica”, um monte de coitados sem esperança passaram a migrar pra cá. Pensavam que fossem encontrar todas aquelas maravilhas que viam na tv, mas ao chegar encontraram um jardim Botânico cercado de grades por todos os lados e um teatro Ópera de Arame onde o Odair José jamais poderia pisar e também onde jamais haveria um show de musica sertaneja ou pagode. Uma cidade para inglês ver, onde o primeiro mundo se reflete em sua aparência, no seu transporte coletivo e no preço do mesmo para usuários de terceiro mundo. Isso tudo sem falar no povinho besta daqui também! Um mundo de Tupiniquins metidos a europeus, que “não falam com estranhos” ou que retribuem um “bom dia”/”boa tarde”/”boa noite” com um “vai tomá no C* ”! Cidade Sorriso Banguela!!!! Talvez o malaco tinha todo direito de se revoltar a ponto de fazer tanta merda!!
Enfim, quando um coitado chega a Curitiba, não encontra emprego e nada do paraíso plástico que aparecia na tv e vê que não pode mais voltar para o lugar de origem, a esse cidadão resta apenas o desespero que o leva a engordar mais e mais a criminalidade que recheia as páginas da Tribuna.
Na verdade, Curitiba é linda, mas o povo é tenebroso!
Bem, acho que é isso! Talvez eu até mude minha opinião, mas é claro, só se me pagarem muito bem!
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SEGUNDO POST
Não é fácil ficar sem mexer na internet por tanto tempo, ainda mais hoje em dia, uma época em que não se pode viver sem orkut nem msn!Para ser bem franco, achei até legal sumir! Isso sem contar que eu já deletei metade dos meus contatos do messenger.Nesse meio tempo, andei escrevendo um monte de coisinhas que estou afim de publicar por aqui. Escrevi "no muque", sim! Mas escrevi!!!A propósito, um camarada lá do forum de psychobilly postou um dos linx mais legais dos últimos tempos: o do blog Boizebu! É só sobre filmes de terror e MUSAS do gênero. Vale a pena conferir: http://boizebu.blogspot.com/Bem, acho que por enquando é isso.